segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

RECONHECENDO MEU ESPAÇO QUILOMBOLA

Tema: Identidade, Descendência e Afirmação Quilombola.

Jaime Augusto de Jesus-

Especialista em Estudo

Africanos e Afro-brasileiro

Mônica Messias de Castro

Graduada em Letras

Tânia Mara Sasse

Especialista em História- historiadora

A proposta visa à valorização da cultura de matrizes africanas, tudo como deve ser sem constrangimentos nem equívocos. O conteúdo foco é a educação voltada para consciência da importância do negro para a constituição da identidade da nação brasileira, principalmente, do respeito à diversidade humana e a abominação a toda prática exclusora, principalmente as de víeis racial desenvolvido por meio de processo ideológico.

A proposta visa vencer visões errôneas, conhecendo os signos da cultura bantu, desmistificando a mesma através do estudo dos traços culturais que lhe são característicos os quais trouxeram importante contribuição para a formação da comunidade.

A proposta de trabalhar a Consciência negra surgiu pela falta de discussão efetiva da temática racial assegurada pela Lei 10639/03 acrescida pela lei 11.645/08 que prevê o trabalho com a cultura África,africana , afro-brasileira e Indígena nas escolas Públicas e Particulares dos Estados Federação.

OBJETIVOS DA PROPOSTA:

· Adquirir livros de literatura infantil que valorizem o negro como sujeito da História;

· Reconhecer-se como comunidade quilombola, identificando traços culturais que a compõem;

· Trabalhar a oralidade, valorizando as práticas culturais dos antepassados como instrumento de afirmação da identidade;

· Produzir material a partir das referências usadas nas discussões nas oficinas;

COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO

O bairro de Fátima era uma comunidade remanescente de Quilombos que tinha o nome de Sapé. O Grupo Ganga Zumba passa fazer contatos junto a Fundação Cultural Palmares, porém os trabalhos não progrediram nesta fase. Neste período a instituição iniciou uma discussão sobre a vulnerabilidade social da região que atuava, ou seja, era uma região muito pobre onde se via o risco de crianças e adolescentes se envolver em delitos. Continuando suas ações de cidadania e resgate de sua história, definitivamente a comunidade do Bairro de Fátima após intenso trabalho do Grupo Afro Ganga Zumba, passa a ser reconhecida como Comunidade Remanescente de Quilombo recebendo inclusive, certificado do Patrimônio Cultural Brasileiro, Fundação Cultural Palmares e SEPPIR. É importante ressaltar que todo estudo para reconhecimento foi realizado pelo CERNE-Centro de Referência da Comunidade Negra de Juiz de Fora. Esse reconhecimento foi benéfico não só para o Bairro de Fátima, mas para Ponte Nova que passa a receber benefícios outros por causa desta certificação. Assim todos ganharam inclusive os grupos que atuam na linha da cultura afro brasileira nesta região do bairro de Fátima.

A auto-afirmação dos valores constituintes da comunidade em questão são fatores geradores de identidade estão diretamente ligados ao lugar. O lugar é criador de identidade por trazer em si o lugar do nascimento, da intimidade do lar, das coisas que são nossas, além de demarcar de forma precisa, as fronteiras entre eu e os outros.

A proposta de trabalhar a Consciência Negra, busca transformar a instituição em LUGAR da construção da identidade onde crianças, adolescentes e jovens negros possam ter oportunidade de dialogar sobre suas histórias e ancestralidade. Dito de outra forma, onde valorização do seres humanos ultrapasse as fronteiras da cor.

FECHAMENTO DA PROPOSTA


O fechamento da proposta acon
teceu no dia 5 de dezembro de 2010, com a apresentação do Projeto Sócio Cultural Quilombola na Praça de Palmeiras, onde montamos uma exposição com os materiais produzidos

11- REFERÊNCIAS PARA DESENVOLVIMENTO DO TEMA COM AS

CRIANÇAS:

AUGÉ, Marc. Não-Lugares: Introdução a uma antropologia da supermodernidade. São Paulo: Papirus, 1994, 111 páginas.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico–Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Brasília: MEC, 2005. 35p.

MACHADO. Maria Helena. Menina bonita do laço de fita. São Paulo-SP. Ed. Ática,2007.

Revista Nova Escola. Vários autores. São Paulo-SP – edição de Nov. 2004 e

2005.

ROCHA. Ruth. ROTH. Otávio. Declaração universal dos direitos humanos. São Paulo-

SP, 2004. @ http://www.portinari.org.com.br

MOURA,Glória,MOTA Juliane,DIAS,Paulo.Estórias Quilombolas.Brasília-DF-1ª reimpressão 2010.

Yoté:o jogo da nossa história: o livro do aluno _Brasília:Ministério da Educação,Secretaria de Educação Continuada,Alfabetização e Diversidade,2010.

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